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Gema do ovo melhora visão na terceira idade

Esudo desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Universidade de Massachusetts, concluiu que pessoas idosas podem reduzir os ri...+

QUESTÕES MAIS COMUNS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O TIFO AVIÁRIO

Lembre-se que o Tifo Aviário (TA) é uma doença devastadora para a indústria avícola

Edir Nepomuceno Silva

Presidente da WPSA

edir@fea.unicamp.br

1- Porque é difícil o primeiro diagnóstico do tifo aviário em galinhas reprodutoras? Na sua fase inicial, a

evolução do TA tende a ser muito lenta dentro de uma granja, quase sempre, imperceptível. Muitas

vezes o diagnóstico é feito nos frangos e rastreado até as matrizes. É comum o diagnóstico acontecer até

num período superior a um ano da instalação da infecção na granja. A mortalidade aparece, quase

sempre, em aves adultas, e é inicialmente confundido com Colibacilose/Pasteurelose (mesmo com apoio

laboratorial), e os lotes tratados com antibióticos. Nos estágios avançados na granja a doença pode matar

ate 100% do lote em um período muito curto.

2- O tifo aviário é uma doença aguda ou crônica? O TA é agudo na ave infectada, mas, de aparência

crônica no lote. Ou seja, a ave infectada mostra sintomas dentre de 2-3 dias e morre rapidamente.

Portanto, a infecção da ave em si é aguda. Por outro lado, a transmissão de ave-a-ave, mesmo dentro do

mesmo galpão, tente a ser lenta, dando a impressão de uma doença crônica com duração de meses. Com

isto a curva de produção (galinha/dia) pode mostrar-se normal, mas, com redução na viabilidade dos

lotes. Esta é a base do teste de pulorose que busca identificar e eliminar as aves infectadas, deixando as

demais. As vezes, a doença pode ficar contida em poucos boxes, ou mesmo, em um único galpão de um

mesmo núcleo de aves da mesma idade.

3- Porque é tão difícil determinar a origem dos surtos de tifo aviário? Porque, quase sempre, o diagnóstico

é tardio e já houve transmissão horizontal de lote-a-lote dentro da mesma granja/empresa. Quando se

chega nesta situação já há vários lotes infectados com nenhuma ou pouca sintomatologia do problema.

Aí, corre-se contra o tempo, buscando-se identificar e separar dos demais livres, os lotes infectados.

Entretanto, com bom estudo epidemiológico e conhecimento da doença, é possível levantar a

origem/fonte do problema.

4- Monitoria para as salmonelas paratíficas funciona para o tifo aviário? Geralmente não. Particularmente,

se o lote foi vacinado contra SE requer procedimentos específicos. Salmonella Gallinarum (SG - agente

do TA), é difícil de ser cultivada de material fecal e de amostras do meio ambiente, comumente usados

na monitoria para as outras salmonelas. A suspeita clínica do TA obriga o cultivo de órgãos como o

fígado, baço e ovário. O isolamento requer enriquecimento e/ou plaqueamentos diretos em meios não

seletivos ou de baixa impediência. As colônias são pequenas com pouca ou nenhuma produção de H2S;

e, atípicas nos meios mais novos como o Agar Rambach.

5- Qual é a monitoria indicada para o tifo aviário? Ainda é o consagrado teste de pulorose aplicado antes

das reprodutores entrarem em produção; eliminando-se as galinhas reagentes e realizando exames

bacteriológicos de amostragem das mesmas. Ou, teste de amostras de soro com identificação da origem

da aves. Lotes vacinados para SE podem apresentar reações cruzadas ao teste de pulorose.

6- É possível teste de pulorose negativo no tifo aviário? Observa-se, raramente e individualmente, que em

casos severos de TA, galinhas isoladamente podem apresentar sintomatologia e órgãos com lesões na

ausência de positividade no teste de pulorose. Mas, isto não invalida a aplicação do exame no lote.

7- Quais são as fontes de infecção mais comuns no tifo aviário? Essencialmente, a fonte de infecção inicial

é, quase sempre, o lote de reprodutoras de origem das aves através da transmissão vertical. Galinhas

caipiras, de fundo de quintal ou criações caseiras são considerados os principais reservatórios do agente

na natureza. O TA já foi diagnosticado em perus, patos, faisões, galinha de angola, pavão, codornas e

gansos. O papel de pássaros silvestres, como os pardais e outros, que adentram aos galpões ainda não

está bem esclarecido. Uma vez instalada na granja, a movimentação de aves de reposição, reposição de

galos, descarte de aves, e equipamentos (gaiolas de transporte de aves, comedouros, bebedouros, ninhos,

etc) passam a ter um papel importante na transmissão e disseminação horizontal. Piolhos (Dermanyssus

gallinae) tem sido implicados na transmissão horizontal e portadores para o meio ambiente. Estes

podem ficar positivamente dormentes por meses e ser carreados de lote-a-lote através d a roupa dos

trabalhadores, equipamentos e qualquer outro material que entra no galpão e contato com lotes livres.

Considere a possibilidade de material de cama contaminado com piolhos infectados de aves caipiras ou

criações caseiras.

8- Tifo aviário em frangos de corte Quando o TA for diagnosticado em frangos de corte, busque nas

matrizes. É de lá a origem. Nunca medique nem vacine. Os galpões podem voltar a ser usados após

limpeza, desinfecção e troca de cama. A transmissão via resíduos de abatedouro não tem sido descrita.

Entretanto, o isolamento entre área suja contaminada e área de farinhas prontas (vísceras/penas) é

fundamental.

9- Qual é a participação do incubatório na disseminação do tifo aviário? A transmissão transovariana é

muito baixa, embora seja ela que perpetua a infecção. Lotes infectados produzem raros ovos infectados

porque as galinhas doentes param de botar. E, uma boa parte dos embriões infectados morre durante o

desenvolvimento embrionário. Portanto, exame de material de incubatório não constitui bom material

para monitoria no TA. Entretanto a dose infectante é muito baixa no TA. Poucas células bacterianas

podem iniciar a infecção. Assim, um ovo/pinto positivo no incubatório pode contaminar todo o

ambiente. Desta maneira, uma completa identificação dos nascimentos, com separação dos lotes

positivos/suspeitos dos negativos é fundamental. Bem como todo o material reciclável, particularmente,

bandejas/carinhos de ovos que retornam às granjas devem ser convenientemente limpos e desinfetados.

Resíduos de incubação merecem atenção especial quanto ao seu descarte.

10- Sobrevivência do agente no meio ambiente SG é extremamente adaptada às aves e apresenta baixa

resistência no meio ambiente e cama, em comparação com as outras salmonelas. Entretanto, há de se

considerar os piolhos e outros materiais biológicos que podem alberga-la por meses. A sobrevivência de

SG em cama usada (velha), por seu pH elevado, é menor que em cama nova.

11- Linhas genéticas e o tifo aviário Esta claramente estabelecido que o grau de susceptibilidade ao TA

está diretamente relacionado com a genética avícola. De um modo geral, as linhas de poedeiras

vermelhas de ovos comercias são as mais afetadas, seguidas pelas linhas pesadas. As linhas de poedeiras

de ovos brancos são as mais resistentes ao TA.

12- Medicação contra o tifo aviário O uso de medicação terapêutica ou preventiva, mesmo que possa ter

algum efeito na redução da mortalidade, é altamente contra indicada; jamais deveria ser empregada. Ela

não elimina a infecção, perpetua o estado de portador e interfere com as possibilidades de diagnóstico e

controle da doença. A medicação de poedeiras comerciais durante a produção tem, ainda, outros

aspectos restritivos de saúde publica como os resíduos nos ovos de consumo.

13- Vacina e vacinação contra o tifo aviário Há vacinas vivas e inativadas contra o TA. As vivas são mais

efetivas que as inativadas porque a proteção é essencialmente de base celular. A combinação de vivas e

inativadas confere melhor proteção. A vacinação somente é indicada para poedeiras comercias em zona

endêmica ou na ocorrência de surtos com dificuldade de contenção e erradicação. Frangos e

reprodutoras não deveriam ser vacinados.

14- Tifo aviário e saúde pública Não há clara evidencia que a SG seja capaz de infectar o homem ou

outro mamífero. Portanto, não constitui um problema de saúde publica.

15- Quais são as medidas de prevenção mais comuns no tifo aviário? Biosseguridade em toda a sua

abrangência, particularmente, na movimentação de equipamentos contaminados como as bandejas de

ovos, os ovos incubáveis e não, resíduos de incubação, pintos, remoção das aves dos lotes

suspeitos/contaminados, esterco e pessoal em geral. Necropsias devem ser evitadas nas granjas

suspeitas. Formalina ainda é o desinfetante mais efetivo para as instalacoes e equipamentos.

16- Afinal, qual é a medida eficaz de controle para o tifo aviário? Programa de monitoria que possibilite a

identificação precoce da infecção. Eliminação compulsória de aves/lotes reprodutores contaminados

deve ser a meta final, com manutenção do status de livres através de medidas de biosseguridade

Fonte:Avisite




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