Na B3, além do tarifaço, queda forte do dólar pesou sobre os futuros do cereal

Em um dia de muita tensão para todos os mercados agrÃcolas, com baixa generalizada entre as commodities, o milho se destacou e conseguiu terminar o dia em campo misto na Bolsa de Chicago, testando ligeiras variações entre os contratos mais negociados. O maio terminou o dia com US$ 4,57, caindo 0,25 ponto, enquanto o o julho foi a US$ 4,65, com uma pequena alta de 0,25 ponto.
Segundo explicou o time da Agrinvest Commodities, o mercado encontrou suporte nas expectativas positivas com as exportações americanas para México e Canadá. Nesta quinta, o mercado recebeu bons números das vendas semanais para exportação do cereal pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), de 1,173 milhão de toneladas - ficando dentro das expectativas do mercado - o que ajudou na limitação das perdas, que chegaram a passar de 1% ao longo do dia.
Ainda assim, as incertezas promovidas pelas tarifas anunciadas por Donald Trump seguem presentes no mercado, e chegam para deixar o mercado ainda mais em alerta sobre a nova safra dos Estados Unidos, com sinalização de um aumento de área na ordem de 5% para a nova temporada.
B3
Na B3, os preços chegaram a trabalhar em alta durante o dia, diante da expectativa de uma demanda maior pelo milho do Brasil por conta das tarifas de Trump, mas voltou a perder força e encerrou os negócios com baixas de mais de 1%. Assim, o maio fecha o pregão com R$ 76,67 e o setembro com R$ 70,90 por saca.
O dólar em queda ajudou a acelerar as perdas no mercado futuro brasileiro. "O milho dos EUA segue mais barato até junho/julho, mas a continuidade disso dependerá da reação dos paÃses importadores e das tarifas", afirma a Agrinvest. A moeda americana terminou o dia com R$ 5,63 e baixa de 1,63%.
No paralelo, o mercado do milho permanece muito atento ao clima para a safrinha, com condições melhorando para algumas regiões-chave de produção, mas ainda atento a outras em que as chuvas se fazem necessárias de forma mais regular para garantir o desenvolvimento adequado das lavouras.
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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendesFonte:
NotÃcias AgrÃcolas